A importância de respirar corretamente
- Helena Borges

- 20 de ago. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de fev. de 2023
O sistema nervoso autônomo regula diversos processos físico-químicos do corpo e influencia muito em todos os nossos sistemas. Nele também temos os ramos simpático e parassimpático.
A respiração exerce forte influência sobre o sistema nervoso autônomo e, consequentemente, sobre todos os outros sistemas regulados por ele. As vantagens de uma respiração eficiente e consciente são inúmeras.
É interessante saber que quando respiramos apenas superficialmente, ou seja, na parte mais alta dos pulmões, associada à parte alta do tronco, ficamos ansiosos e nervosos, pois as terminações nervosas de luta e fuga estão localizadas nessa parte, portanto ativamos a resposta do sistema nervoso simpático. O oposto também é verdadeiro, quando estamos em alguma situação de perigo, respiramos superficialmente, pois os sistema nervoso simpático precisa ser ativado como nosso mecanismo de luta e fuga.
Já quando a respiração é abdominal, associada à parte inferior e mais larga dos pulmões, o cérebro ativa as respostas parassimpáticas, pois as respectivas terminações nervosas estão na parte baixa dos pulmões. Essa respiração traz relaxamento, conforto e tranquilidade,
No entanto, o ideal é respirar nas três partes do tronco, que estão associadas às três partes dos pulmões, dessa forma otimizando a respiração:
parte baixa (mais larga, portanto onde cabe maior quantidade de ar) associada ao abdômen,
parte média, associada à parte média do troco, região das costelas
parte alta (mais estreita, portanto onde cabe menos ar) associado ao topo do peito e região das clavículas.
Abaixo está um exercício prático para você expandir a capacidade respiratória e melhorar a respiração. Esse exercício chama-se respiração yoguica completa:
Comece inalando de baixo para cima, preenchendo primeiro o abdômen, sentido-o expandir, depois preenchendo a parte média do tronco, percebendo as costelas se afastarem e, por fim, leve o ar até o topo do peito, preenchendo completamente os pulmões.
Perceba a pausa natural entre a inalação e a exalação.
Depois exale de cima para baixo, esvaziando a parte alta do tronco primeiro, ou seja, a parte superior dos pulmões, depois a parte média, percebendo as costelas se aproximarem e, por fim, esvazie o abdômen, esvaziando completamente os pulmões.
Perceba o intervalo natural entre a exalação e a próxima inalação.
Realize alguns ciclos dessa respiração.
Durante o exercício mantenha sua atenção unicamente na respiração, no ar passando pelas narinas e vias respiratórias, perceba o movimento do tronco e da respiração como uma onda.
Fazer esse exercício desenvolve a consciência das três áreas principais da respiração, fortalece o diafragma (principal músculo da respiração), amplia a capacidade respiratória, auxilia a desfazer padrões respiratórios ruins e promove equanimidade, fluidez e harmonia. O movimento completo do diafragma ativa o sistema nervoso entérico, onde são produzidos 95% da serotonina e 50% da dopamina do cérebro.
Não há contra-indicações relacionadas a este exercício, mas ao praticar sentada(o) cuide para não forçar o abdômen muito para frente para não distendê-lo e dessa forma deixar a coluna lombar sem amparo.
Sinta o quanto respirar é prazeroso e deleite-se :)
Se o assunto te interessou, leia mais sobre respiração consciente no post O que é Pranayama





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