Óleos essenciais podem te ajudar, mas você sabe como eles funcionam?
- Helena Borges

- 20 de ago. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 10 de fev. de 2023
Os benefícios dos óleos essenciais são inúmeros e muito já se fala sobre isso.
A ideia aqui é falar de alguns deles, mas principalmente dos problemas que podem surgir (e que de fato surgem) quando se trata de Aromaterapia.
Os óleos essenciais são princípios ativos extraídos das plantas (diferentemente das essências, que são substâncias sintéticas), altamente concentrados que podem nos auxiliar em diversas questões, sejam elas físicas ou psicoemocionais. Ou seja, os óleos essenciais são substâncias naturais.
Alívio de dores musculares e articulares, dor de cabeça, má digestão, azia e enjôos, intestino preso, micoses e fungos no geral, acne, pela seca, oleosa, envelhecida, cabelos oleosos, secos, quebradiços, problemas do sistema respiratório, estimular a libido, ajudam a dormir, ajudar a acordar... É uma breve lista de questões nas quais os OEs são úteis. E tudo isso que foi citado tem estudos científicos que “comprovam”.
Auxiliam em casos de estresse e sobrecarga mental e emocional. Alguns tranquilizam, outros estimulam. Alguns ajudam a se concentrar melhor, a clarear as ideias e colocá-las em prática. Podem auxiliar a se libertar do passado e também de compulsões e vícios.
Tudo isso parece milagroso, e é aí que temos um problema… Pois os OEs realmente podem ajudar em tudo isso, mas podem não ajudar em nada disso.
Um dos problemas é achar que simplesmente por estar utilizando o OE o problema vai se resolver da noite para o dia. Não é assim que funciona. Como toda cura mais “natural”, leva tempo. Pense em quanto tempo levou até você ou qualquer pessoa chegar a tal problema na vida? No geral, os problemas são criados ao longo de um certo tempo, e não existe um passe de mágica para resolvê-los.
Chegamos então a uma outra questão, Aromaterapia é uma terapia complementar, não substitui uma terapia de médio ou longo prazo. Dependendo de cada caso, como uma compulsão, por exemplo, ou uma depressão severa, é preciso terapia com um psicólogo e às vezes com um psiquiatra. A aromaterapia pode ajudar, justamente por isso é chamada de complementar.
No caso de uma dor física, há que investigar a causa da dor, se tenho uma dor na lombar, posso usar um OE com propriedades antiinflamatórias e analgésicas para aliviar, mas se a minha dor é causada por má postura e eu não corrijo a minha postura, não fortaleço meu abdômen e músculos lomabres, posso usar todo o óleo essencial do mundo que não vai resolver.
Aqui chegamos a um dos maiores problemas: o uso incorreto dos óleos essenciais. Os OEs quando aplicados na corpo devem SEMPRE estar diluídos em óleos vegetais ou outras bases neutras. A diluição varia de OE para OE, é importante ler o rótulo antes de comprar e ali deve ter a diluição correta daquele OE específico. Ah, e não adianta fazer uma diluição mais alta achando que vai curar a dor mais rápido, seja ela física ou psíquica, isso pode, na verdade, causar mais problemas, como irritação cutânea, alergias e intoxicação.
Como dito anteriormente, são substâncias altamente concentradas, possuem contraindicações e podem gerar efeitos colaterais.
A utilização por inalação é a outra maneira segura de usufruir dos OEs, pode ser no difusor pessoal ou ambiental, 1 ou 2 gotas no primeira opção e no máximo 5 no segunda. Usar o difusor pessoal, aquele colarzinho que você já deve ter visto, é a minha opção preferida.
Algumas pessoas fazem ingestão dos OEs, mas eu honestamente não recomendo e não vejo necessidade disso, não há ainda estudos suficientes para sabermos ao certo as incorrencias desse tipo de uso.
Por fim, isso nos leva a outra (e última, por enquanto) questão, a da sustentabilidade. São necessários quilos e quilos das plantas para extrair apenas 1 litro de OE, por isso eles são caros, pois realmente é um custo enorme de recursos da nossa Mãe Natureza. Além disso, no geral eles não são orgânicos e a verdade é que nós não sabemos se são procedentes de relações de trabalho justas ou injustas para os produtores. Além do problema da monocultura em larga escala… Idealmente devemos buscar saber da sua procedência, comprarmos os que tem selo de orgânicos e pesquisarmos sobre as empresas e relações de trabalho envolvidas.
Então, se vamos utilizar os OEs, façamos conscientemente, sem uso indiscriminado e honrando esse saber ancestral com a nossa responsabilidade.
Usufrua conscientemente :)





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